Presencial x Virtual

É possível que a realidade virtual se desenvolva ao ponto de simular com extrema precisão a imersividade de uma experiência presencial? Ainda que através do Google Street View os estímulos estão limitados ao campo da visão, com imagens estáticas, e a noção de tempo se dá pela comparação de fotos de alguns poucos anos após 2009, a tecnologia já é capaz de proporcionar algo muito mais refinado. Já é possível transmitir imagens ao vivo em vídeo e em 360º. Já é possível simular cheiros. E se fosse hipoteticamente possível simular também o tato e o paladar, além de todos os outros parâmetros que fazem a realidade ser a realidade? É preciso refletir que a imersividade do espaço se baseia também além dos estímulos sensoriais, uma vez que importa a maneira que o indivíduo se conecta com o espaço. Por exemplo, se uma pessoa passa por um banco na rua e vê, dentro dele, uma extensa fila, a interação com o espaço pode mudar se a pessoa tivesse que passar naquele banco ou se só estivesse passando pela rua sem esse objetivo. Ou seja, concepções subjetivas do espaço mudam totalmente a sua experimentação. Um espaço ser movimentado, ser agradável, ser útil, ser incômodo, altera sua imersividade. No caso da simulação, a não ser que exista uma forma de convencer o indivíduo de que ele não está propriamente inserido em uma simulação, todas essas impressões subjetivas não existirão ou não serão tão intensas quanto a realidade.

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